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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 12º dia

Chegamos em Santiago por volta das 16h, horário local. Em tempo de levar as motos para a avenida Las Condes, onde podemos encontrar as concessionarias para uma manutenção básica. Troca de óleo para a Suzuki e a Honda e troca da pastilha traseira da minha Tiger.

Triumph Chile

O transito em Santiago é bem tenso. Motoristas nervosos, que buzinam por qualquer motivo, motos que passam em qualquer espaço disponível. Cruzamentos lotados a cada virada de sinal.

Assim que as motos foram liberadas das respectivas oficinas, seguimos para o centro da cidade, em busca de um hotel, já que naquela região já não havia mais vagas.

Chegar no centro com aquele transito foi complicado, mas chegamos com o dia ainda claro. Hospedamos num hotel caricato, com características de um barco da década de 90. O hotel foi construído em 1935, era antigo mas confortável. Com quartos grandes e aconchegantes.

Decidimos que ficaríamos um dia descansando na cidade. Naquela noite fugimos dos restaurantes típicos e jantamos uma boa massa, num restaurante italiano.

Voltamos para o hotel debaixo de uma fina chuva, um bom convite para uma ótima noite de sono.


Cap Ducal, navio ou hotel?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 5º dia

Acordamos com a bela vista da Cordilheira. Desayuno seguindo o mesmo molde dos anteriores, bem servido mas regrado. Por ali não havia posto de combustível, seguimos com a intenção de abastecer em Susques, a 140 km dali.

Cores da Cordilheira dos Andes

Agora sem chuva a paisagem mostrava toda sua beleza. E que beleza. Parecia que estávamos em outro mundo. A cordilheira é multicor, com muitas curvas. A fauna e flora da região encantam.

Paletas mil.

Cuidado! Lhamas na pista.

Na argentina chegamos a uma altitude de 4170 metros. Local devidamente sinalizado que acabou virando uma das atrações turísticas da região. Cuidado com o mal da altitude. Tirar fotos com o timer da câmera não é uma boa ideia. A corridinha até a pose vai te fazer ficar sem ar e até ter tonturas. Mas esse não será o ponto mais alto do dia.

Falta ar, mas não falta emoção.

Nessa região, mesmo com o sol a pino, o frio impera. Muito frio. Até então havíamos passado por temperaturas de até 8° C. Tudo mudaria quando cruzássemos a fronteira.

Antes da fronteira havia o Salar Salinas Grandes. Pode ser vista ao longe, como um grande clarão no meio da estrada. Lá há um restaurante todo feito de sal, mas estava desativado quando chegamos. Essa região está em obras, o trecho que passa no meio do salar não está pavimentado, aqui sim se parece com o rípio, pois há muitas pedras, porém ainda sim, não exige habilidades off road. Não sei se por conta disso o local das Salinas estavam com o um tom mais para marrom do que para branco, só se via o sal branquinho quando cavávamos um pouco da terra de cima.

Sal, sal para todo lado.

Logo após a Salinas Grandes, chegamos a Susques. Não entramos na cidade, mas deu para perceber que é bem pequena, com poucas opções de pousadas. Mas havia um posto, que não tem cara de posto, com apenas duas bombas, com nafta 98 octans. Abastecemos sob uma ventania sem igual, quase não conseguíamos ficar parados. Comemos umas galetitas e continuamos rumo a fronteira.

Chegando na fronteira, Paso de Jama, abastecemos mais uma vez, depois dali só pararíamos em San Pedro do Atacama, no Chile. A ventania continuou, o frio também. Estávamos ainda na altitude, não sei bem a quantos metros acima do nível do mar, mas o efeito do mal da altitude era presente. Leve, sim, mas presente.

Enquanto abastecíamos, um ônibus de turismo chegou na aduana em nossa frente, tivemos que aguardar todos os passageiros do grupo para fazer o nosso trâmite. Levou cerca de 30 minutos esperando. A documentação exigida foi a mesma. Passaporte e documento da moto. Mais nada. Só que dessa vez haviam mais passos.

Primeiro apresentamos os passaportes e tivemos que preencher um formulário, com nossos dados pessoais, dados da moto, de onde estávamos vindo, para onde estávamos indo, quando tempo ficaríamos no Chile, etc etc. Esse papel foi carimbado no guichê seguinte e ganhamos mais outro formulário, um menorzinho, que também teve que ser preenchido, carimbado e guardado. Deveríamos apresentar esses dois formulários, um da moto e outro dos passageiros (no meu caso, um para mim e outro para a minha esposa, a única garupa) na saída do Chile. Além desses dois formulários, havia um outro papel, esse só com carimbos, que deveríamos apresentar ali mesmo, na saída da aduana. Cuidado com a ventania, para não perdê-lo.

O tramite final fica por conta da vistoria na bagagem. Um fiscal escolhe aleatoriamente um dos baús e te pede para abrir. Escolheu o meu baú traseiro, e olhou superficialmente, “o que é isso, o que é aquilo, tá ok.”. Ele me perguntou se estava levando algum tipo de comida. Não podemos entrar com frutas ou alimentos perecíveis no Chile. Eu só tinha barrinhas de cereais e biscoitos. Não fizeram questionamentos sobre medicamentos, também não disse que estava levando uma farmacinha, rsrs. Enquanto guardávamos os documentos nos baús, encontramos mais uma vez com o grupo de Brasília. Agora eram apenas 3. Descobrimos o paradeiro do outro mais tarde, naquele mesmo dia.
Motos liberadas, papelzinho carimbado entregue, vamos tirar fotos na placa.

Segunda divisa da viagem.

Os adesivos são atualizados periodicamente...

Entramos no Chile e passamos frio, muito frio, rodamos com as motos de lado por causa dos fortes ventos. O GPS indicou altitude de 4800 metros acima do nível do mar. O painel da moto mostrou 3.5° C. E eu quase congelei. O frio só deu uma trégua quando começamos a descer, e descemos rápido.

3.5º lá em cima, mas a descida logo chega e o frio some.


Enquanto descíamos podemos ver ao longe o vulcão Licancabur, e várias outras formas de paisagem que o local proporciona. Paramos num local estratégico para fazer fotos “ao lado” do vulcão e continuamos seguindo para San Pedro de Atacama. O sol estava se pondo, e ainda precisávamos encontrar um hotel.

O fotogênico Licancabur

Chegando na entrada de San Pedro de Atacama há uma aduana, mas não precisamos parar, pois já fizemos todo o tramite no Paso de Jama.

Enquanto procurávamos um lugar para estacionar as motos e buscar por um hotel, fomos abordados por um grupo de motociclistas chilenos, que estavam a pé, querendo saber como estava as condições climáticas no Paso de Jama. Informei que estava bom, muito frio, muito vento, mas bom. Eles nos retribuíram o favor indicando um bom hotel.

As ruas de San Pedro são bem sinalizadas, várias possuem mão única, e todos seguem a risca as leis de transito. Pare é pare. Não é reduza. É pare. Ponto morto, pé no chão, olha para um lado, olha para o outro, e só então, siga. Algumas ruas não permitem estacionamento, então a dica é, pare no estacionamento de algum hotel, busque o preço dele, se não gostar, deixe a moto lá e olhe os outros. São todos muito perto. Para a nossa sorte, o hotel que o chileno havia indicado ainda tinha vagas, e gostamos do preço e habitações.

Motos estacionadas, bagagem removida. Hora do banho e descanso para aproveitar as belezas do Atacama.

Já a noite fomos procurar um lugar para jantar. Não procuramos muito, pois já estava ficando tarde e os restaurantes fechando. Acabamos por escolher o mesmo que o grupo de Brasília. Conversando com os 3 amigos, descobrimos que um deles teve problemas com a relação de sua BMW GS 650. Acionaram o suporte da própria BMW, que prontamente socorreu o cliente e o levou de táxi até a cidade de Salta. Eles combinaram de se encontrar em San Pedro, quando a moto ficasse pronta, mas o dono da GS não quis seguir viagem, avisou os amigos via mensagem eletrônica que voltaria para o Brasil dali mesmo, de Salta. Uma pena, imprevistos como esse pode desestabilizar o emocional de qualquer um, e melhor seguir a intuição. Despedimos dos amigos de Brasília, terminamos nossa janta e voltamos ao hotel para dormir. O dia seguinte seria o primeiro sem as motos. Vamos passear.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 4º dia

Dessa vez o desayuno foi mais abonado. Self service quase parecido com o do Brasil. Só tinha croissant e algumas torradas, mas pelo menos, poderíamos comer quantos quiséssemos.

Desayuno

Motos abastecidas, voltamos para a longa reta, para descobrir logo a frente que parte dela estava em manutenção, com desvios não pavimentados, mas não chega a ser o famoso rípio. Era terra batida, com poucas pedras. Eu que não me dou bem no off road me sai rasoavel, sem atrasar muito os amigos. A RN 16 se manteve assim por um bom trecho, hora asfalto, hora terra. O que foi bom, pois nos fez redobrar a atenção, e evitar os animais na estrada, que eram muitos.

Obras na pista

Cabras na pista

Em sua maioria, eram cabras e cabritos, cruzando ou ao lado da pista. Mas em um momento em achei que a viagem terminaria ali. Pouco antes de chegar na cidade de Monte Quemado para um abastecimento, havia um grupo de cavalos pastando ao lado da pista. Um deles, o maior, se assustou ou se enfureceu com a passagem das motos e arrancou para cima da Vstrom, que estava logo em minha frente, mas desistiu e parou no meio da pista. Bem no meu caminho. Eu paro e o espero cruzar, eu passo devagar e torço para ele não me ver, ou acelero e continuo?... Não deu muito tempo para pensar nessas coisas na verdade. Logo após ele desistir de perseguir a Vstrom, ele se virou para a minha moto e arrancou. Eu fiz o mesmo, mas na direção contrária. Para a minha sorte eu estava com o modo sport ativado e a arrancada da minha moto foi mais rápida que a do cavalo solitário. Mas acredito que ele passou a centímetros do meu baú lateral, pois pude ver de perto o peito largo daquele garanhão, querendo cruzar com minha moto... Será que ele não percebeu que 95 cavalos era demais para ele?

Passamos por sorte daquele cavalo estressado e logo depois começou a chuva. Chuva que nos acompanharia até chegar ao pé da Cordilheira dos Andes. Mais uma vez contamos com a sorte, pois começou a chover nos quilômetros finais do trecho em obras, e pegamos apenas algumas partes com lama, nada que forçasse utilizar meus conhecimentos inexistentes em off road. No meio dessa reta encontramos os dois grupos de motociclistas, os paulistas que conhecemos em Campo Mourão, e os brasilienses que conhecemos em Posadas. Houve um problema na moto de um deles, e um outro caiu ao entrar no acostamento da Ruta em obras. Nada grave, apenas amassados no baú, mas todos voltaram a estrada.

Chuva no Chaco

A parte chata de viajar com chuva é que ela te impede de ver as belezas da estrada. Passamos pela região de Salta e Jujuy sem apreciar nada. Esse trecho foi apenas para deslocamento.

Mas ao chegar mais próximo a Cordilheira percebemos que tudo mudaria. Ao começar a subir o clima e a paisagem foram mudando aos poucos. A chuva parou, a viseira do capacete foi desembaçando e a Cordilheira começou a aparecer. E que vista. Naquele momento eu percebi que a viagem realmente estava começando.

Era um festival de cores. Nunca havia visto montanhas como aquelas. E olha que já rodei bastante por Minas Gerais. Mas nada se compara a imensa Cordilheira.

Tivemos que parar num momento da estrada, pois a vista era incrível. Uma pena que só percebi que a lente da câmera estava embaçada e suja quando cheguei no hotel e fui ver as fotos... Vocês vão precisar fazer essa viagem para ter o prazer da vista.

Aos pés da Cordilheira dos Andes

Assim que adentramos na Cordilheira o Sol reapareceu e pudemos chegar quase secos na cidade de Purmamarca. Uma cidade bem pequena, com características rústicas, cercada pela Cordilheira. Uma beleza impar.

Ficamos hospedados numa espécie de hostel, mas com banos privados. Nesse mesmo hostel estavam um grupo de motociclistas argentinos, que estavam seguindo para o Peru.

Jantamos um belo lomo de pollo a milanesa com salada, pedimos alguns “diarios” para colocar nas botas e tentar secá-las e fomos dormir.

Azuleide e suas amigas argentinas em Purmamarca

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 3º dia

No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos o desayuno, bem diferente do Brasil, aqui você não se serve, é servido. “Cafe o té?”, e te trazem um pratinho com pães e croissants contados de acordo com o número de pessoas, e pronto. Nada de um buffet self-service como temos aqui nos hotéis brasileiros.

Abastecidos, continuamos nossa viagem pela Argentina, destino do dia, Presidencia Roque Saenz Pena. Nossa maior preocupação nesse dia foi de evitar a famosa polícia argentina da cidade de Corrientes. Lá, motos são proibidas de passar pela pista central, então pegamos a primeira entrada da cidade, e fomos por dentro, até chegar na orla e ver a ponte sobre o rio Parana. Dessa forma chegamos sem problemas na ponte, e cruzamos o rio, sentido Resistencia.

Fila para abastecer em Corrientes

A famosa ponte sobre o Rio Paraná


Começa então a longa reta do Chaco, na RN 16. Pude usufruir do cruise control da minha moto, descansando a mão direita e acenando para os locais, que por aqui, não se preocupam em utilizar o “casco” ao pilotar suas motocicletas.

Sin casco

Chegamos ainda cedo em Presidencia Roque Saenz Pena. Procuramos por um hotel, dessa vez com a conversão de moedas na ponta do lápis, mas nem precisamos, pois o hotel aceitava pagamento em reais. Depois de um bom banho, fomos passear pela cidade, a procura de um restaurante.

Nesse dia descobrimos o quão diferente é a comida fora do Brasil. Por aqui você não encontra restaurantes com self service, é sempre a la carte. Não tem feijão. O principal aqui é a carne, e se você quiser, pode pegar uma guarnição, seja arroz ou salada. Eu sou chato para comida, mas tive que me virar. Dessa vez foi um pedaço de frango com salada. Prato que serve duas pessoas tranquilamente.


Voltamos para o hotel e dormimos bem, o dia seguinte seria um dos mais puxados. Tentaríamos chegar a Purmamarca, 750 km para percorrer.

Tome reta...

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 2º dia

Como havíamos adiantado trecho no primeiro dia, o destino desse segundo dia já seria em território Argentino.

Chegamos sem chuva até Foz do Iguaçu, por volta do meio dia. Um “guia local” nos abordou com sua moto, com placa da Argentina, oferecendo hotel para pernoite, mas como ainda estava cedo, recusamos a oferta, mas pedimos ajuda para encontrar um restaurante. Fomos prontamente atendidos e o amigo nos guiou até um restaurante, a caminho da fronteira.

Sendo guiado ao restaurante

Almoçamos e fomos procurar uma casa de câmbio. Reais transformados em Pesos Argentinos, seguimos para a fronteira. Passamos despercebidos pela aduana brasileira, afinal estávamos deixando o país. E então a primeira parada para fotos aparece. A placa da divisa entre os países.

Primeira fronteira da viagem

Passamos pela ponte que separa os dois países e logo chegamos na primeira aduana da viagem. Hora de tirar a pasta com os documentos do baú e apresentar para o fiscal. Só foram exigidos os passaportes e os documentos das motos, o CRLV. Nada mais. Passaportes carimbados, guardamos tudo de volta na pasta, e entramos oficialmente na Argentina.

Não foi exigido a carta verde, nem CNH, nem PID, nem vistoria nos baús ou nas motos. Bem simples e rápido, aguardamos pouco tempo na fila, para um domingo a tarde, véspera de feriado, foi bem tranquilo.

Nossa primeira parada na Argentina foi a alguns metros da aduana, num posto da YPF, para organizar a documentação de volta nos baús e abastecer as motocas.

O choque foi grande, pelo menos pra mim que nunca havia saído do Brasil. Cruzamos uma ponte e todo mundo já falava outra língua, usava outra moeda, tinham outros costumes, bem diferente.

Motos abastecidas, baús fechados, continuamos a viagem, com destino reprogramado para Posadas, a 300 km da fronteira. Sem muita novidade nesse trajeto, vegetação parecida com a do Brasil, apenas as placas que estavam em espanhol.

Chegamos em Posadas ao anoitecer, paramos no primeiro hotel que encontramos, pois estávamos cansados, e tivemos nossa primeira experiência com a conversão de moedas. Quanto da X pesos em reais? Enquanto fazíamos as contas, levando em consideração a taxa que cambiamos em Foz, um grupo de 4 motociclistas chega ao mesmo hotel e nos ajuda com as contas.

Esse grupo era de Brasília, estavam em 4 big trails. Um deles já experiente nessa viagem, estava indo para o Atacama pela segunda vez, mas agora ele continuaria a viagem até o Ushuaia, sozinho, pois os demais colegas voltariam de Santiago.

Turma de Brasília

Hospedados em solo estrangeiro pela primeira vez, fomos procurar algo para comer, ao lado de um Cassino, coisa que não temos no Brasil. Como só encontramos pizza, não foi dessa vez que provamos algo totalmente diferente.


Tragamonedas

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 1º dia

Começamos nossa viagem no dia 31 de Outubro, dia das bruxas, mas sem sustos. Saímos de Indaiatuba cedo, por volta das 8h, abastecemos, calibramos os pneus e partimos, ainda sem saber onde pernoitaríamos.

Ao traçar a rota, definimos cidades para pernoitar, mas não fizemos reservas nos hotéis, assim não ficaríamos presos e poderíamos adiar ou atrasar de acordo com a necessidade. E foi o que aconteceu no primeiro dia.

O planejado era parar em Londrina para no dia seguinte, continuar até Foz do Iguaçu. Mas como a viagem rendeu, afinal os primeiros dias seriam apenas para deslocamento, acabamos seguindo até Campo Mourão. Só não fomos mais longe porque estava chovendo.

Chuva na chegada em Campo Mourão - PR

No hotel em Campo Mourão encontramos com um grupo de 8 motociclistas de São Paulo, a maioria em big trails, e apenas dois com suas Harleys. Todos seguindo para o mesmo destino, a cidade de San Pedro de Atacama, no Chile. Encontraríamos com esse grupo mais tarde, durante a viagem.

Imprevisto do dia. A lâmpada do farol da Vstrom queimou, e conseguimos trocar num posto Ipiranga. Na loja de conveniência do posto encontramos a lâmpada adequada e o próprio gerente do posto fez a troca.


"Sabe onde consigo uma lâmpada para a Vstrom? - Lá no Posto Ipiranga!"