quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 4º dia

Dessa vez o desayuno foi mais abonado. Self service quase parecido com o do Brasil. Só tinha croissant e algumas torradas, mas pelo menos, poderíamos comer quantos quiséssemos.

Desayuno

Motos abastecidas, voltamos para a longa reta, para descobrir logo a frente que parte dela estava em manutenção, com desvios não pavimentados, mas não chega a ser o famoso rípio. Era terra batida, com poucas pedras. Eu que não me dou bem no off road me sai rasoavel, sem atrasar muito os amigos. A RN 16 se manteve assim por um bom trecho, hora asfalto, hora terra. O que foi bom, pois nos fez redobrar a atenção, e evitar os animais na estrada, que eram muitos.

Obras na pista

Cabras na pista

Em sua maioria, eram cabras e cabritos, cruzando ou ao lado da pista. Mas em um momento em achei que a viagem terminaria ali. Pouco antes de chegar na cidade de Monte Quemado para um abastecimento, havia um grupo de cavalos pastando ao lado da pista. Um deles, o maior, se assustou ou se enfureceu com a passagem das motos e arrancou para cima da Vstrom, que estava logo em minha frente, mas desistiu e parou no meio da pista. Bem no meu caminho. Eu paro e o espero cruzar, eu passo devagar e torço para ele não me ver, ou acelero e continuo?... Não deu muito tempo para pensar nessas coisas na verdade. Logo após ele desistir de perseguir a Vstrom, ele se virou para a minha moto e arrancou. Eu fiz o mesmo, mas na direção contrária. Para a minha sorte eu estava com o modo sport ativado e a arrancada da minha moto foi mais rápida que a do cavalo solitário. Mas acredito que ele passou a centímetros do meu baú lateral, pois pude ver de perto o peito largo daquele garanhão, querendo cruzar com minha moto... Será que ele não percebeu que 95 cavalos era demais para ele?

Passamos por sorte daquele cavalo estressado e logo depois começou a chuva. Chuva que nos acompanharia até chegar ao pé da Cordilheira dos Andes. Mais uma vez contamos com a sorte, pois começou a chover nos quilômetros finais do trecho em obras, e pegamos apenas algumas partes com lama, nada que forçasse utilizar meus conhecimentos inexistentes em off road. No meio dessa reta encontramos os dois grupos de motociclistas, os paulistas que conhecemos em Campo Mourão, e os brasilienses que conhecemos em Posadas. Houve um problema na moto de um deles, e um outro caiu ao entrar no acostamento da Ruta em obras. Nada grave, apenas amassados no baú, mas todos voltaram a estrada.

Chuva no Chaco

A parte chata de viajar com chuva é que ela te impede de ver as belezas da estrada. Passamos pela região de Salta e Jujuy sem apreciar nada. Esse trecho foi apenas para deslocamento.

Mas ao chegar mais próximo a Cordilheira percebemos que tudo mudaria. Ao começar a subir o clima e a paisagem foram mudando aos poucos. A chuva parou, a viseira do capacete foi desembaçando e a Cordilheira começou a aparecer. E que vista. Naquele momento eu percebi que a viagem realmente estava começando.

Era um festival de cores. Nunca havia visto montanhas como aquelas. E olha que já rodei bastante por Minas Gerais. Mas nada se compara a imensa Cordilheira.

Tivemos que parar num momento da estrada, pois a vista era incrível. Uma pena que só percebi que a lente da câmera estava embaçada e suja quando cheguei no hotel e fui ver as fotos... Vocês vão precisar fazer essa viagem para ter o prazer da vista.

Aos pés da Cordilheira dos Andes

Assim que adentramos na Cordilheira o Sol reapareceu e pudemos chegar quase secos na cidade de Purmamarca. Uma cidade bem pequena, com características rústicas, cercada pela Cordilheira. Uma beleza impar.

Ficamos hospedados numa espécie de hostel, mas com banos privados. Nesse mesmo hostel estavam um grupo de motociclistas argentinos, que estavam seguindo para o Peru.

Jantamos um belo lomo de pollo a milanesa com salada, pedimos alguns “diarios” para colocar nas botas e tentar secá-las e fomos dormir.

Azuleide e suas amigas argentinas em Purmamarca

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