domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 6º dia

No primeiro dia de descanso em San Pedro, fomos buscar por uma casa de câmbio ou um caixa eletrônico, pois até o momento não tínhamos nada em peso Chileno. Como as taxas das casas de câmbio estavam muito ruins, optamos por sacar dinheiro direto do caixa eletrônico. Com 'efectivo' em mãos, fomos atrás das empresas de turismo. San Pedro é famosa por oferecer diversos passeios pela região, que podem ser feitos de modo particular, mas estávamos em busca de sossego, a aventura fica por conta da viagem em si.
Fizemos um orçamento com várias empresas e acabamos fechando o contrato com uma meio termo, nem a mais cara nem a mais barata.
Já tinha uma ideia de quais passeios faria, isso agilizou o processo de pesquisa. Os passeios ficaram divididos da seguinte forma:
Dia 1 – a tarde, passeio ao Valle de La Luna, com visita ao Valle de la Muerte. A noite, tour astronômico.
Dia 2 – Passeio Piedras Rojas, um passeio que inclui visita as Lagunas altiplanicas, a Reserva Nacional dos Flamingos.
Dia 3 – manhã, Geisers del Tatio, passando pelo povoado de Machuca, com vista para o vulcão Putana. Tarde, Laguna Cejar.

Com os passeios contratados, fomos procurar um restaurante e conhecer um pouco da cidade. San Pedro é uma cidade pequena, com ruas não pavimentadas, seus imoveis não podem ultrapassar uma certa altura e todos devem ter as cores branca ou marrom. A maioria da população é de turistas, do mundo todo. Encontramos muitos brasileiros, inclusive trabalhando com turismo, muitos europeus, e muitos chilenos, que eram maioria no nosso grupo de passeios.

Avenida Caracoles

Voltamos para o hotel para nos preparamos para o primeiro passeio, ao Valle de La Luna. Como o passeio era a tarde, o ponto de encontro foi na porta da 'oficina', onde contratamos os tours. Foi lá que conhecemos o Carlos, nosso guia.
O Valle de La Luna fica bem próximo da cidade de San Pedro. Tem um visual realmente “extraterrestre”. Não se vê vegetação, é tudo pedra, ou melhor, é tudo sal. Antes de chegar ao Valle de La Luna, nosso guia, Carlos, nos levou ao Valle de La Muerte, onde temos uma visão de diferentes formações rochosas ao fundo, e também ao imponente vulcão Licancabur, que pode ser visto praticamente de qualquer lugar da região.

Vale de la Muerte

Saindo do Valle de La Muerte, seguimos para um local bastante frequentado, a pedra do Coiote. Um ótimo local para fotos, numa pedra quase suspensa, um precipício logo abaixo deixa as fotos com um ar cinematográfico.

Não olhe para baixo...

Chegamos então no Valle de La Luna. Recomenda-se não levar mochilas ou outros objetos que dificulte sua movimentação, pois passamos por uma espécie de caverna, bem apertada e que exige um certo preparo físico para ser desbravada. Há pontos em que é preciso rastejar para continuar seguindo. Claustrofóbicos, sugiro que evitem essa parte do passeio. Saindo da caverna, brincamos um pouco de escalada e concluímos o Valle de La Luna, partindo para ver o pôr do sol no alto de um morro.

Paredes de sal

A subida a esse morro também exige um pouco de preparo físico, ou algumas paradas para descanso. Lembre-se que você não está no nível do mar, e o oxigênio as vezes some. A vista compensa a malhação. De lá podemos ver toda a beleza do Valle. Um pequeno salar, um anfiteatro, o vulcão Licancabur, e boa parte das cordilheiras. É interessante ver tudo aquilo ir mudando de cor, de acordo com a posição do sol.

Aguardando o por do Sol.

Voltamos do passeio e fomos descansar para o próximo. O tour astronômico era um passeio que eu fazia questão de contratar. Sou um astrônomo amador, adoro observar o céu, e aquela região é uma das melhores do mundo para isso. Seguimos de ônibus para uma região mais afastada do centro de San Pedro, para fugir da poluição luminosa e ter uma visão mais clara do céu.
Ao chegar fomos recepcionados por um casal, os donos da casa, tivemos uma breve explicação do universo e então partimos para a observação de fato. Lá haviam 2 telescópios e um binóculo, mas o legal mesmo era ver a olho nu. Vários “fireballs” cruzando o céu do Atacama, uma quantidade enorme de estrelas, a via lactea se impondo no meio do céu. Como minha máquina não tem um bom ajuste do tempo de exposição, não pude fazer nenhum registro.

Frio nas estrelas.

Chegamos já tarde no hotel e fomos dormir para poder aproveitar o passeio do dia seguinte.

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