domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 2º dia

Como havíamos adiantado trecho no primeiro dia, o destino desse segundo dia já seria em território Argentino.

Chegamos sem chuva até Foz do Iguaçu, por volta do meio dia. Um “guia local” nos abordou com sua moto, com placa da Argentina, oferecendo hotel para pernoite, mas como ainda estava cedo, recusamos a oferta, mas pedimos ajuda para encontrar um restaurante. Fomos prontamente atendidos e o amigo nos guiou até um restaurante, a caminho da fronteira.

Sendo guiado ao restaurante

Almoçamos e fomos procurar uma casa de câmbio. Reais transformados em Pesos Argentinos, seguimos para a fronteira. Passamos despercebidos pela aduana brasileira, afinal estávamos deixando o país. E então a primeira parada para fotos aparece. A placa da divisa entre os países.

Primeira fronteira da viagem

Passamos pela ponte que separa os dois países e logo chegamos na primeira aduana da viagem. Hora de tirar a pasta com os documentos do baú e apresentar para o fiscal. Só foram exigidos os passaportes e os documentos das motos, o CRLV. Nada mais. Passaportes carimbados, guardamos tudo de volta na pasta, e entramos oficialmente na Argentina.

Não foi exigido a carta verde, nem CNH, nem PID, nem vistoria nos baús ou nas motos. Bem simples e rápido, aguardamos pouco tempo na fila, para um domingo a tarde, véspera de feriado, foi bem tranquilo.

Nossa primeira parada na Argentina foi a alguns metros da aduana, num posto da YPF, para organizar a documentação de volta nos baús e abastecer as motocas.

O choque foi grande, pelo menos pra mim que nunca havia saído do Brasil. Cruzamos uma ponte e todo mundo já falava outra língua, usava outra moeda, tinham outros costumes, bem diferente.

Motos abastecidas, baús fechados, continuamos a viagem, com destino reprogramado para Posadas, a 300 km da fronteira. Sem muita novidade nesse trajeto, vegetação parecida com a do Brasil, apenas as placas que estavam em espanhol.

Chegamos em Posadas ao anoitecer, paramos no primeiro hotel que encontramos, pois estávamos cansados, e tivemos nossa primeira experiência com a conversão de moedas. Quanto da X pesos em reais? Enquanto fazíamos as contas, levando em consideração a taxa que cambiamos em Foz, um grupo de 4 motociclistas chega ao mesmo hotel e nos ajuda com as contas.

Esse grupo era de Brasília, estavam em 4 big trails. Um deles já experiente nessa viagem, estava indo para o Atacama pela segunda vez, mas agora ele continuaria a viagem até o Ushuaia, sozinho, pois os demais colegas voltariam de Santiago.

Turma de Brasília

Hospedados em solo estrangeiro pela primeira vez, fomos procurar algo para comer, ao lado de um Cassino, coisa que não temos no Brasil. Como só encontramos pizza, não foi dessa vez que provamos algo totalmente diferente.


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