quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ao Chile numa moto - 9º dia

Saímos de San Pedro em direção a cidade de Antofagasta, nosso primeiro contato com o oceano Pacífico. A beleza da estrada continuou. O deserto é lindo, a paisagem é fora do comum, nada parecido com o que temos no Brasil.

Deserto pra que te quero.

Passamos por uma tempestade de areia causada por algum tipo de obra ao lado da rodovia e piorada pelos fortes ventos do deserto. Deixou as lentes das câmeras impraticáveis e só fomos perceber ao chegar no pacífico.

Esfoliação forçada.

Nossa chegada em Antofagasta foi ainda cedo, pudemos parar na orla e fazer as primeiras fotos daquele oceano ainda desconhecido por nós. Ver as pessoas tomando sol completamente vestidos foi estranho. A areia é grossa e escura. Ainda não arriscamos nos banhar ali, afinal estávamos de botas e precisávamos procurar um hotel.

Primeiro contato com o Pacífico.

Que não se parece tão pacífico assim...

Acabamos ficando no Ibis, com uma boa estrutura e a um quarteirão da praia. Descarregamos as bagagens, tomamos um bom banho e fomos procurar o pôr do sol no oceano, coisa que não temos no Brasil, já que toda a nossa costa está ao leste, onde o sol nasce.

Percorremos um bom trecho da orla, conhecendo um pouco mais da grande cidade de Antofagasta. Achamos um pedaço de praia bem parecido com as que temos no Brasil, lá as pessoas já se banhavam mais livremente, com trajes de banho, guarda-sóis, etc. Mas ainda sim não arriscamos, o sol já estava se pondo e o frio estava apertando. Também não foi dessa vez que vimos o sol mergulhar no mar, já que havia um grande paredão de nuvens ao fundo, impedindo nossa visão do pôr do sol.

Água do mar e um pedacinho da Cordilheira.

Agora sim, primeiro contato físico com o Pacífico.


Voltamos para o hotel em busca de uma 'cena' e lá voltamos a encontrar o Coronel Motta Lima. Ele nos deu uma dica valiosa que quase deixaríamos passar. Na entrada da cidade, para quem vem do litoral, há um ponto turístico, chamado La Portada. Uma espécie de pedra furada no meio do mar. No dia seguinte combinamos de ir visitar esse ponto e de lá seguir viagem até Caldera, passando pela tão esperada Mão do Deserto. 

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